terça-feira, 22 de setembro de 2015

ROTA 66 - A VIAGEM INESPERADA

 
Mais de três anos sem estrada já estava me incomodando. Finalmente aceitando um convite do colega e amigo, Marcio Rivison, topei a aventura Rota 66. Viajamos,1/9, a Miami onde passamos dois dias bem aproveitados no Hotel Fontainebleau. Daí para Las Vegas onde fomos recebidos pelos amigos Alexandre e Marcio.

Como tudo é grandioso, organizado e luxuoso em Las Vegas. Do aeroporto ao hotel Cassino Mandalay Bay. Conhecemos o casal Fred e Viviane, de Aracaju . Também as sócias da agencia que estava promovendo a nossa aventura. Dia seguinte chegou outro participante do grupo e nova amigo, Vinicius, de Goiânia.

Conhecer Las Vegas é ir a restaurantes, Cassinos, shoppings ou curtir o Hotel. Como disse acima tudo grandioso, luxuoso e deslumbrante,mas, nada se compara a ir visitar a loja da Harley Davison, sensacional com suas mil opções de roupas, acessórios e , é claro, as belas motos. 

De todos os programas nesses três dias o mais marcante foi, sem sombra de duvidas, o show pelo Circo del Soller com o tema Michael Jackson, emocionante. Dia seguinte, o tão esperado dia ir a Los Angeles pegar as motos e ir desbravar os desertos de Nevada, Colorado e Utha. Parte do grupo foi numa Van com as malas, Vinicius foi na moto alugada por Márcio, e eu, Leda e Marcio fomos num Mustang conversível percorrer mais de 300 milhas numa estrada sensacional mas ,engarrafada, devido ao feriado do dia do trabalhador.

No meio do caminho Márcio veio na moto e Vinícius conosco no Mustang. Aí começou a primeira preocupação; o nosso amigo Márcio que não tinha muita experiência e nunca teve moto iniciava o seu primeiro grande desafio , vencer a metade das mais de 300 milhas que separavam Vegas de Los Angeles. Foi uma prova de fogo, pois , devido ao grande movimento parte desse trecho foi feito à noite. Felizmente chegamos bem ao primeiro hotel do inicio da aventura. Dia seguinte conhecer os novos participantes do grupo, pegas as motos e seguir para a aventura da Rota 66.

OS NOVOS PARTICIPANTES DO GRUPO

Como seriam esses desconhecidos que se juntariam a nós? Essa era a grande preocupação de todos nós, seriam jovens, coroas , experientes, chatos, de qual estado? Em fim, dúvidas que, com certeza também existiriam por parte deles em relação a nós.

Noite bem dormida com ajuda de uma saborosa pizza com generosas doses de uísque e cerveja do  coller de Fred. Dia seguinte a agradável surpresa de conhecer o super simpático grupo de gaúchos e alemães que juntaram-se a nós, num total de 11, como éramos 7 , juntando o guia americano, Mark, e o nosso guia brasileiro, Jaime, a turma formaria uma família de 20 membros em uma Van, um triciclo e 12 motos, sendo uma reserva na Van.

Jaime era o comandante geral e consultor para assuntos aleatórios e para o que der e vier, grande figura. A integração com a outra turma foi imediata como amor à primeira vista.

Depois do café da manhã ir à locadora assinar papeis ouvir uma explanação sobre a motos e ,em fim, seguir viagem.

No meu caso a preocupação era pilotar pela primeira vez uma Halley Daivison. O primeiro trecho foi uma prova de fogo para todos nós, calor infernal, durante todo o trecho e, pior, dezenas de sinaleira que aumentava o calor principalmente entre as pernas. Cheguei a pensar que os dois cilindros em V estavam pegando fogo.Finalmente a primeira parada para o almoço num agradável Restaurante temático para motociclistas. Depois desse lanche-almoço a coisa que estava quente piorou, não sei como, calor infernal com mais sinaleiras, depois,acreditem; chuva de granizo em pleno deserto.


Mas valeu esse tenebroso trecho quando chegamos no agradável e bem vindo hotel em Palms Spring que, nos ofertou uma boa piscina e uma outra com agua aquecida e hidro potente, haja uísque e cerveja do coller de Fred. A essa altura a turma de desconhecidos era uma só família unida e parceira. Palms Spring é um grande oásis no deserto. Super legal, pena que os restaurantes fecharam cedo,haveria falta de luz as 23 hs, Demos sorte e comemos uma Paella num restaurante mexicano, delicia.


 Mas valeu esse tenebroso trecho quando chegamos no agradável e bem vindo hotel em Palm Spring que, nos ofertou uma boa piscina e uma outra com agua aquecida e hidro potente, haja uísque e cerveja do coller de Fred. A essa altura a turma de desconhecidos era uma só família unida e parceira. Palmas Spring é um grande oásis no deserto. Super legal, pena que os restaurantes fecharam cedo,haveria falta de luz às 23 hs, Demos sorte e comemos uma Paella num restaurante mexicano, delicia.
















quarta-feira, 17 de abril de 2013




2014-NOVO PROJETO- PATAGÔNIA-NOVAMENTE.




Puxa vida.Inacreditável.Última viagem em 2011!!! Como consegui resistir a tanto tempo.Tem explicação.Leda teve que trocar o rolamento da bacia, ôpa, digo: ser submetida a uma prótese de quadril.Está OK e, sem desculpa para viajar.Anda arrumando umas .Mas, já dei determinação.vamos viajar em 2014 à Patagônia.Já escolhi  a data  2 de Janeiro/2014.
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Vou na gostosona mesmo.Ela continua 100% e acredito muito no último grande reparo que foi feito na Argentina. Como comentei em post anterior. Quem me motivou para essa viagem foi o meu amigo e colega Augusto Mota.Uma grande figura e um excelente oncologista de reconhecimento nacional.
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Pretendo chamar também outros amigos como o grande Designer e publicitário Sid,  www.sidcaricaturas.blogspot.com.br/ , além do  mais enrolado motociclista do Brasil, o grande Fred. Pretendo também chamar os colegas Nilson e Gustavão.vamos nessa !
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Hoje, numa folga da manhã já comecei os primeiros preparativos - motivacionais- fiz algumas compras para a viagem,uma nova bolsa de ferramenta,uma caixa de fusível, braçadeiras de plástico e fita adesiva.Agora vamos dar início a outros preparativos.Faremos algumas viagens por volta de 1.000 kms, pelo menos uma vez por mês. para ver o comportamento da moto. Vou se dessa vez o nosso hermano argentino Esteban Bertozzi faça parte direta dessa aventura.

CONSIDERAÇÕES FINAIS-VIAGEM FLORIANÓPOLIS-2011

As ondulações das nossas estradas pedagiadas ou não fizeram rachaduras no top case . A solução foi colar e colocar fita adesiva.Mostrou-se eficiente.Já soube de casos de LT que o top case se perdeu.
Poder reunir os seis filhos e os 3 netos -faltou a nora Paula e a mais nova neta,Cecilia, é o maior prêmio. Como diz o lema de Los Caballeros Delirantes Del Asfalto ; ´´Quem puede, puede. Quem não puede, se sacuede....´´
Desmontando o Cardã.Felizmente só danificou o rolamento. Lição: trocar rolamento a cada 15.000 Kms...
O estado em que ficou o rolamento traseiro.


domingo, 9 de outubro de 2011

09-10-2011 - FIM DESTA AVENTURA


Todo risco
(Damário da Cruz)

A possibilidade de arriscar
É que nos faz homens
Vôo perfeito
no espaço que criamos
Ninguém decide
sobre os passos que evitamos
Certeza
de que não somos pássaros
e que voamos
Tristeza
de que não vamos
por medo dos caminhos





09-10-2011 - FIM DESTA AVENTURA

Hoje,realmente,chegamos ao fim dessa gostosa aventura .Esses três últimos dias, com Leda, na casa de praia dos amigos Paulo e Tança, foram como eu gostaria que fossem. Muito sol,boa prosa, mesa farta e horários totalmente fora do habitual.Acordava por volta das 9 da manhã, café lá pelas 09.30, almoço depois das 15 horas e jantar lá pela 01 da madrugada. Tança e Paulo, são mestres na arte de receber.

Voltamos à Feira de Santana por volta das 11 horas e chegamos a tempo de almoçar com Dudu. O tempo aqui em Feira, proporcionava um banho de piscina que, acabou sendo adiado. Passamos o resto do dia assistindo filmes e dando uma revisada no Blog.

Deixarei para os dias seguintes o restante da revisão e irei acrescentar nesse post fatos que não foram narrados. Já quero aqui deixar os meus agradecimentos para todos os meus amigos e colaboradores que de maneira direta ou indireta contribuíram para que essa aventura fosse concretizada. Em especial, aos amigos, Paulo Barcellos, Ilma Barcellos,Júlio e Vilma Dalri,Paulo e Tança Salles .

Também não posso deixar de agradecer a todos que me socorreram quando fiquei na estrada por causa do rolamento quebrado. Aos velhos e aos novos amigos do BMW Moto Clube, pela maneira carinhosa e generosa como fui recebido.

Amanhã, a vida volta ao normal.O aventureiro motociclista, portador do Motociclovirulentus, volta a ser o cirurgião Eduardo Leite e, daqui a 4 meses ou menos faremos uma pequena viagem à Porto Seguro,afinal, nem só do trabalho vive o homem...

"Descobri como é bom chegar quando se tem paciência. E para se chegar, onde quer que seja, aprendi que não é preciso dominar a força, mas a razão. É preciso, antes de mais nada, querer. "
Amyr Klink

sábado, 8 de outubro de 2011

06-10-2011- CHEGANDO EM CASA.





“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”

Amyr Klink






Os fiéis e receptivos amigos de toda hora.



























Correspondência,revistas e jornais para serem lidos.



Muita coisa interessante aconteceu nessa viagem que, será contada em outra oportunidade.Chegando em Feira de Santana no horário previsto, 20.30 hs,liguei para Marcos Cortez ,mecânico e amigo, para abrir a oficina e receber La Gostosona. Também liguei para o filhote Dudu - Dr. Eduardo Câmara Leite,CRM 22944-futuro Cirurgião Plástico ( assim como a mãe), para me pegar.

Devido ao óleo que escorreu do Cardã,quase fui ao chão, ao descer da prancha.Tínhamos previsto essa possibilidade que foi evitada porque Marcus e Dudu me apoiavam a cada lado enquanto o motorista descia a prancha.

Marcos, confirmou à primeira vista que realmente foi o rolamento que se foi. Rolamento esse que já tinha sido trocado no passado....mas, fiquei sabendo que o rolamento deve ser trocado a cada 15.000 Kms. Com essa experiência passarei a seguir rigorosamente o que determina o manual de manutenção.

Chegar em casa sempre é o grande momento.Os primeiros que me receberam com festa são os cachorros Akita, Ikashi, Senshi,Shogun,Shira,Oshi. Grandes e fiéis companheiros. A seguir,Ledinha, e o seu sempre encantador sorriso.

Dividir esses momentos com a família e os amigos, Tança e Paulo, abrilhantaram mais ainda a minha chegada.O vinho rolou na companhia de petiscos,charutos,muita conversa fiada e as gozações de sempre.O que mais foi enfatizado foram os detalhes da viagem e o quanto a mesma foi gostosa e enriquecida com a formação de novos amigos.

Agora o que tinha a ser resolvido era para qual praia iríamos no final da semana.Afinal, tinha que descansar dessa gostosa jornada...A primeira ideia seria um bom hotel na Bahia de Camamú ou Itacaré.Venceu a sugestão-convite do amigos Paulo e Tança.

No dia seguinte, à noite,fui visitar a doce Cecília.Cecília é a minha terceira neta e primeira filha do recém casado filho Diego e Paula.Esta era a minha segunda vez que via essa linda netinha de 45 dias .

O sono queria me pegar e tinha 146 Kms a serem percorridos para chegar à casa de praia dos amigos Paulo e Tança. A estrada estava vazia e, os 146 Kms foram vencidos tranqüilamente na companhia de um bom papo com a minha Leda.

A doce Cecília que, com muita alegria forma o atual quarteto de netos.

Chegamos por volta das 22 hs. na casa de praia dos queridos amigos Tança e Paulo Salles. Com muito vinho tinto, papo gostoso que foi noite a dentro. A essa altura o sono veio ser reparado lá pelas 3 da madruga.



Depois de um jantar prá lá de gostoso servido depois da meia noite,um Monte Cristo foi degustado com o merecido prazer.
O dia seguinte nos prometia um excelente sábado.













Esta paradisíaca casa de praia fica em Jacuípe na Linha Verde, a uns 40 Kms de Salvador.O rio ao lado,Jacuípe, passa por Feira de Santana e desemboca nesse marzão de todos nós.
Pausa para o almoço depois de muito papo, uns xaropes acompanhados de lambretas e casquinha de siri.Para amenizar o calor,um mergulho na piscina.

Aqui,elaboramos o roteiro final da nossa futura viagem. Afinal, baiano não é de ferro e precisa descansar....Estamos planejando conhecer o deserto do Atacama.Paulo Salles, é um motociclista com muita experiência. Atualmente tem uma Harley-Davidson.

Mike, o bagunceiro labrador,xodó de Tança. Também apreciador de xarope escocês.
Após doses do xarope escocês,uma soneca reparadora.












sexta-feira, 7 de outubro de 2011

05-10-2011- ATÉ QUE EM FIM, TEIXEIRA DE FREITAS ! O SUFO.


Clique nas imagens caso queira ampliá-las















784 Kms. Até às 19.30 hs. Uma delícia conquistada
às duras penas.



Após a excelente noite de sono, uma surpresa; o café da manhã no modesto hotel em João Molevade era excelente.Por incrível que pareça achei melhor do que o do Costão do Santinho.A salada de frutas,por sinal,muito variada e excelente.

Fui só no suco de laranja e na salada de frutas. A reposição de sais minerais é recomendada nessas jornadas.O tempo prometia chuva, mesmo assim não coloquei a parte interna do meu blusão que me protegeria do frio e da chuva. Até aqui eu estava curtindo a variação de temperatura de 18 a 25 graus.Gosto do frio.Prefiro viajar de moto no inverno,é muito mais gostoso.


Esse trecho de João Molevade até a divisa com o Espírito Santo é o pior da BR 381 que depois passa a ser chamada de BR 262. É uma região serrana, com adoráveis curvas e boas pousadas. O acostamento é estreito e apesar do asfalto cheio de remendos não há buracos. As ondulações são constantes e são um perigo para os que gostam de entrar forte nas curvas perigosas de mão dupla. A temperatura inicial era de 18º.

Como sempre faço verifico os pneus e o nível do óleo. Achava que o nível estava no ponto mais baixo.Não podia ser, troquei óleo com 8.000 kms em Florianópolis e só havia baixado um litro...Viajei preocupado até o próximo posto depois dos 200 Kms.

Logo que entramos no Espírito Santo, a diferença de qualidade do asfalto é nítida.Bem melhor.Não sei porque as BRs de Minas Gerais são piores.


A 40 Kms de Pedra Azul parei num excelente posto Ypiranga e deixei a moto decantar o óleo.Um bom lanche,algumas compras para presentear os amigos Paulo da Ilma e Paulo Salles de Tança.

Sem verificar o nível do óleo comprei um litro de sintético de outra marca e um aditivo para o óleo do motor.Depois de 30 minutos fui verificar o nível. Estava acima da média recomendada, em Florianópolis colocaram 4 litros e não os 3 litros e 750 mls recomendados pela BMW quando da troca do filtro.
Optei em não devolver o óleo para não atrasar mais ainda a viagem.Tinha que evitar viajar à noite.

Não entendo esses mecânicos metidos da BMW ! Estava explicado porque eu imaginava que o nível estava super baixo.O visor da LT é uma bosta, além de exigir das já gastas juntas para se deitar no chão e contar com uma lanterna para ver esse nível. Quando se troca óleo o visor confunde a gente,principalmente quando o óleo é novo.

Até aqui, nestes mais de 200 Kms, o frio me acompanhou. Uma garoa aumentou a sensação de frio para aproximadamente 10 graus.Tive que usar o aquecedor de punho.O do banco, não caí na besteira de ligar, para não despertar as hemorroidas que, graças ao constante uso da salvadora pomada, me deixaram em paz.

As serras do Espírito Santo têm a mata mais fechada e nos presenteiam com uma agradável temperatura e belas paisagens....Como o frio estra mais intenso coloquei a parte que me protege dele e da chuva.Estava bem servido pelo equipamento.

Pelo ritmo da viagem imaginava que chegaria por volta das 19 hs em Teixeira de Freitas.A chuva era fina e não incomodava.Cheguei em Vitória por volta das 14 horas . Atravessar esse contorno ainda em fase final de construção não foi fácil.

Até então, o Sol não apareceu,encoberto entre nuvens me poupava do calor e me oferecia um asfalto menos desgastante para os pneus,em especial,para o traseiro. Ao mesmo tempo me preocupava pois,a escuridão chegaria mais cedo e, com ela os imprevistos se tornariam mais fáceis de acontecer e difíceis de serem contornados...

Mas, quem diz que um homem apaixonado tem a razão como guia? Bem dizia o grande Platão a respeito do Paixão: ´´A Paixão é a loucura d´alma``.E, lá ia eu, louco para chegar em casa sabendo o quanto é bom chegar quando se tem a dar e a receber.Saudades de tudo ,dos filhos,da meu canto,dos meus cães e principalmente dela;Leda,Ledinha,Preta ou Paixão.

A noite foi chegando em Pedro Canário.Última cidade até a esculhambada divisa com a minha Bahia.Pensei em parar.Um ruido estranho me incomodava pensei ser da carenagem que a esta altura estaria com folga.

Apesar da noite e do trecho com muitas carretas, insisti.Só 100 Kms me separavam dos queridos cunhados Paulo e Ilma.Confesso,não foi fácil. Muito movimento,sem buracos e quase sem acostamento. Acostamento esse que me fez falta a menos de 15 Kms da chegada desejada.


Após passar por 3 longas carretas numa reta senti um zoada estranha e uma balançada na traseira, o ruido era tipo lap-lapa-lap.Pensei logo: a porra do pneu se foi, como sou teimoso e, vou virar personagem de gozação daquele meu amigo gaúcho da LT de Santa Maria.com certeza,ele, vai se vingar das minhas piadas sobre os machões gaúchos.

O acostamento não aparecia e a zoada e trepidação aumentavam dando a impressão que a noite me engoliria com seus fantasmas e que três carretas iriam passar por cima de mim. Liguei o alerta e determinei que só pararia quando chegar na jante.Caso não fosse possível prosseguir jogaria a moto de qualquer jeito pelo esburacado e desnivelado acostamento.Seja o que Deus quiser!! Foda-se Maria Preá!!

As carretas passaram por mim e como é óbvio, não por cima como imaginei que poderiam. Ainda bem! Ao descer da moto pequei a minha lanterna Led made in China que me quebrou o maio galho.

Óleo,muito óleo, escorria chão abaixo.Porra , Puta que Pariu, Fodeu Maria Preá,o motor pifou de no(?)...foi o que eu pensei logo que vi tanto óleo pelo acostamento e, o pneu traseiro em perfeito estado...Não é possível que esse motor pifou,motor reparado pelo melhor mecânico argentino,o grande Ivan,será que virou moda um motor a cada ano?


Estava redondamente enganado ao verificar o nível do óleo e, constatar, graças à lanterna que, o bendito óleo era do cardã. Provavelmente foi o rolamento. Noite prá lá de escura num acostamento que ninguém poderia parar e imaginando que adiante poderia encontrar um mais adequando.Fui em frente com o alerta ligado e, finalmente, um acostamento a poucos metros e com um caminhão de combustível parado no lado oposto.

Não poderia ter encontrado lugar melhor para parar. O motorista me informou que estávamos a 10 Kms de Teixeira e que ele transportava gasolina e estava com pane seca.Meu celular,para variar estava sem sinal, é Oi, daí eu descobrir porque essa companhia se chama Oi.

É que, por provável marqueteiro gozador sabendo que essa companhia é uma merda inventou o nome Oi para os seus usuários quando com sinal baixo passassem a explodir seus pulmões gritando OI,OI, OI.Cambada de sacanas.

Gentilmente ele, o motorista me cedeu o seu telefone e falei com a cunhada Ilma que depois que entender que caminhão Prancha não tem nada a ver com prancha de Surf e/ou guincho, me retornou a ligação dizendo que, Paulo estaria providenciando o caminhão prancha.


Nesse intérrito apareceu um senhor num Toyota ,com paletó e gravata.Pensei logo que seria um advogado.Era, e, também motociclista, estava indo para sua cidade, retornou ao me ver e, parou para oferecer ajuda.Gente fina trocamos endereços.Agora tenho mais dois amigos, o motorista,Davi, e o advogado-motociclista Luiz.

Já estava gostando do imprevisto ou ficando mais maluco do que acham meus amigos e os
meus queridos e adorados seis filhos...Logo depois apareceu um táxi que seguia para Teixeira, sem pedir para parar ele, também voltou e ofereceu ajuda.Um jovem motorista de taxi-universitário e também motociclista que, por sinal conhecia Paulo. Agradeci e ganhei mais um amigo;o José Carlos, Taxista-universitário e motociclista.

O contingente de portadores do Motociclovirulentus está cada vez maior.Ainda bem.
A lanterna made in China quebrou o maior galho para o Davi cujo caminhão depois de abastecido, graças a Deus, não dava partida.

Digo graças a Deus porque ele indo embora eu ficaria sozinho aguardando o carro Prancha.E, isso aconteceu, graças a minha lanterna.Consertaram o caminhão que não estava com entrada de ar e, sim, com o afogador puxado o que impedia de darem partida.


Ficar só foi um sufoco. Imaginava ser assaltado,assassinado,sequestrado e etc. Ou seja, só imaginava bosta.Bosta essa que, se foi dos meus pensamentos quando passei a imaginar o que eu faria no dia seguinte entre quatro paredes com a Ledinha. Aí o assalto,sequestro e assassinato foram prós raios do inferno e, o resto era só alegria.

Derrotado? Uma ova, eu me sentia e me sinto vitorioso.O mostrador de La Gostosona mostrava 80 mil e quatrocentos quilômetros e, eu estava em Teixeira de Freitas,tomaria um banho e comeria perto de mil gramas de picanha e carne do sol na churrascaria perto da casa de Paulo.


Os ´´intermináveis`` 15 minutos de solidão na escuridão acabaram com a chegada do Paulo e do socorro-prancha. Ao ver o caminhão Mercedes novo com o seu atencioso motorista,Valdeci, não tive dúvidas vou amanhã com a moto nesse Mercedes.Custe o que custar. Moto em cima por sua própria tração, lá fomos nós, agradecido à Deus e a todos que me ajudaram direta ou indiretamente. Com Deus sempre presente e com Nossa Senhora das Graças, tudo sempre sairá bem. No misticismo baiano sabia que contava com Xangô, grande Guia e Guerreiro.

Até então, tudo como imaginava: banho tomado , a churrascaria nos aguardava com fartas doses de xarope escocês, muitas gargalhadas com o Paulo . Na volta à casa, uma noite gostosa e reparadora me aguardava na cama.


Dia seguinte, negociações feitas com o dono da companhia que também é motociclista, assim como os vizinhos da sua empresa que conheciam o Dr. Paulo Barcellos.Todos se aproximaram da minha moto e ofereceram ajuda.Fiquei sabendo que em Teixeira de Freitas há um grande contingente de senhores contaminados por esse terrível vírus.

Moto embarcada lá fomos nós. Ainda há muita coisa a contar.A noite de ontem foi muito especial e vou deixar para contar os detalhes no próximo post.Tem muita coisa para relatar.

No momento degusto um xarope escocês de 18 anos e sinto um delicioso aroma vindo,provavelmente, da cozinha. Lembrem-se, ainda estou viajando.Trabalho? Na segunda.Os planos para hoje,sábado e domingo já foram definidos. Pegarei a estrada lá por volta das 18hs depois de visitar a doce Cecília.


















Colocar essa gostosona de 400 Kms encima dessa prancha foi mais fácil do que imaginávamos















Tudo pronto para seguimos viagem sob a direção do competente Valdemir.
















Da boleia do caminhão as belas paisagens transformavam a sacal viagem em uma agradável aventura. A sábia visão de transformar tudo na nossa vida em pontos positivos.Nada acontece por acaso.























A primeira pausa para um gostoso feijão branco, por volta das 13.29 hs e a 105 Kms de Itabuna.















Depois de um bom asfalto,de repente,não mais que de repente,eles, os temidos buracos surgem inesperadamente numa curva ou numa reta. A falta de conservação constante transforma o pequeno buraco de hoje numa grande cratera depois de uma semana....


















terça-feira, 4 de outubro de 2011

04-10-2011- 03-10-2011- BETIM,JÁ ERA.ACABEI EM JOÃO MOLEVADE-MG




























O pacotinho de moedas proporcionava uma parada com menor tempo.
















Após o farto café da manhã na companhia com funcionários da Fundação de Terras do Estado de São Paulo pequei a Fernão Dias. Com uma temperatura que variou de 18 a 23 graus e um pequeno erro de trajeto,logo corrigido contei com uma Fernão Dias com relativo movimento e muitos deleites a exatos 120 Kms/h. O percurso de Perequê até Betim-MG estava tão bom que comecei a ficar pr3ecocupado.Tava bom demais. A cada parada verificava que o pneu estava excelente.Até parecia que havia sido recapeado...juro.Tudo é possível.Mesmo assim, não me aventurei a passar mais do que 2 minutos nos gostosos 140 Km/h.Os pacotinhos de moedas continuavam fazendo o maior sucesso nas praças de pedágios.

Esse trecho de belo Horizonte a Vitória é complicado.Mão dupla com curvas e mais curvas.O asfalto varia de bom para irregular.Tem que tomar muito cuidado.é cansativo e perigosos.Por causa dos pedágios da 116 muitos caminhões estão optando por essa via para a BR 101.Eu gosto, a temperatura é agradável.É uma viagem que rende pouco.

Dava para chegar a Pedra Azul e curtir a suíte com jacuzzi da pousada Peterle. O bom senso imperou.Fiquei em João Monlevade. Do último abastecimento ,já saindo de Belo Horizonte, num agradável onde fiz um lanche reforçado,de lá até aqui em João Monlevade foram 105 Kms .

Esta cidade já me quebrou o maior galho.Foi aqui que encontrei o pneu traseiro da LT quando eu ia para o encontro da BMW em Araxá. Já relatei esse fato nesse blog.

Esse hotel é bem confortável e próximo a um excelente restaurante,Sucupira, um sofisticado self serve a kilt ,onde a massa é preparada na hora.A fome não era muita ,mas, o olho gordo era.Inicialmente mandei ver uma senhora salada e depois um talharim com molho de tomate, um medalhão de filé .Para acompanhar esse banquete um vinho chileno que desceu como se fosse um Alma Viva.

Mal chequei no quarto e a cama me seduziu.Acordei às 0.30 e resolvi atualizar esse blog.Que cama gostosa.

PORQUE NÃO FIQUEI EM SÃO PAULO

Ficar em São Paulo seria um excelente programa.O Wilson e a Adriana Pollara me recebem muito bem e o encontro com os produtores de cinema seria regado a um excelente papo .Também poderia ir ao Salão 2 Rodas. Acontece que isso levaria dois dias e impossibilitaria a ideia que tive.Afinal de contas esses 15 dias que tirei para recarregar as baterias biológicas seriam para ser compartilhado com Leda.

Ela não vindo o programa ficou 50% furado.Por isso tenho andado forte para poder chegar na quinta feira em Feira de Santana e pegar a minha Ledinha e me mandar para Itacaré para colocar em dia as noites perdidas sem essa minha nega...Se não for em Itacaré será em Imbassaí. Afinal ,preciso descansar dessa jornada para enfrentar a realidade da vida.

O trecho de amanhã promete.Tem uma etapa cujo asfalto é muito irregular e o Tope Case pode aumentar a rachadura.Soube que muitas Lts tiveram esse espaçoso baú seriamente danificado.Até aqui o meu improvisado reparo com Super Bond e fita adesiva tem dado certo. Daqui até Vitória deve dar uns 200 Kms bem cansativos e de Vitória até Teixeira de Freitas-Ba mais uns 380 kms.

Também cansativos e com asfalto irregular.Devo chegar por volta das 16 horas.De Teixeira à nossa casa ,exatos 748 Kms.Chegarei portanto na quinta.Sexta feira decido se Itacaré ou Imbassaí.Tenho que descansar.Ninguém é de ferro... O difícil vai ser que pegar no sono novamente.Com certeza isso é mais uma fase de agudização do Motociclovirulentus.




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